Pular para o conteúdo
Dr. ViniciusCarreraOncologia Clínica
Guia Educativo

Retirada do Testículo (Orquiectomia)
Como É a Cirurgia e o Que Muda Depois

Se a cirurgia já está indicada, o medo costuma vir em três camadas: a doença, a virilidade e a estética. Este guia trata das três, e explica por que a incisão é na virilha e não na bolsa.

CRM 17.258
RQE 8334
USP · Santa Casa
Hospital Aliança · Hospital Cardiopulmonar · Oncologia D'Or

A orquiectomia inguinal radical retira o testículo e o cordão espermático por uma incisão na virilha, nunca pela bolsa. Costuma levar menos de uma hora, com alta no mesmo dia ou em 24 horas, e é ao mesmo tempo tratamento e o exame que fecha o diagnóstico. Com o outro testículo saudável, hormônio, ereção e fertilidade em geral se mantêm.

Escrito e revisado por Dr. Vinicius Carrera, Oncologia ClínicaCRM 17.258 · RQE 8334

Lavagem cirúrgica das mãos em pia de inox antes do procedimento
Por Que na Virilha

Por Que o Corte É na Virilha e Não na Bolsa

A cirurgia indicada quando há suspeita de tumor de testículo tem nome completo: orquiectomia inguinal radical. Inguinal porque o acesso é uma incisão de alguns centímetros na virilha, na mesma região de uma cirurgia de hérnia. Radical porque não se retira apenas o testículo, e sim o testículo junto com o cordão espermático, que é o feixe que liga o órgão ao abdome e reúne o canal que conduz os espermatozoides, artérias, veias, nervos e vasos linfáticos. A pele da bolsa não é cortada: o testículo é trazido de dentro dela para fora por esse caminho da virilha.

A razão está na forma como o testículo se forma. Ele nasce dentro do abdome, perto dos rins, e desce até a bolsa durante a gestação levando consigo seus vasos e sua drenagem linfática. Por isso o caminho natural de disseminação de um tumor de testículo são os linfonodos do fundo do abdome, o retroperitônio, e não a virilha. Já a pele da bolsa tem drenagem própria, que segue para os linfonodos da virilha e da pelve. Cortar a bolsa abriria para a doença uma rota que ela não usaria por conta própria, o que pode alterar o estadiamento, o campo de um eventual tratamento e o desenho do seguimento.

Existe um segundo motivo, puramente técnico, e ele explica a sequência dentro da sala. Pelo acesso inguinal o cirurgião alcança o cordão espermático no ponto em que ele entra no abdome e o amarra ali, antes de mobilizar o testículo. A circulação da região é interrompida antes de qualquer manipulação da lesão, e a peça sai inteira, com o trajeto completo do cordão. Esse coto de cordão é examinado depois pelo patologista, e a informação de até onde o tumor chegou dentro dele entra na definição do estágio.

Se você chegou a este texto depois de ter feito uma punção ou uma cirurgia pela bolsa antes de existir a suspeita de tumor, algo que acontece quando o quadro inicialmente parecia outra coisa, isso não é uma sentença nem um erro irreparável. A equipe reavalia o caso com esse dado em mãos e decide se é necessário ampliar a área retirada, ajustar o seguimento ou os exames. O que não se deve fazer é esconder essa informação do oncologista ou do urologista.

Cirurgia e Exame

Por Que a Cirurgia É Tratamento e Exame ao Mesmo Tempo

Na maior parte da oncologia a ordem é conhecida: primeiro a biópsia, depois o laudo, depois a decisão de tratamento. No testículo a sequência é diferente, e isso costuma incomodar quem gostaria de "saber antes de operar". A combinação de exame físico, ultrassom da bolsa e marcadores tumorais no sangue é suficiente para indicar a cirurgia, e a peça inteira retirada passa a ser o material de exame. Ou seja, a mesma operação que remove a lesão é o procedimento que fornece o diagnóstico definitivo. Há uma exceção que vale conhecer: quando a doença já se apresenta muito extensa e o quadro clínico é grave, a quimioterapia pode ser iniciada antes, e a orquiectomia é feita depois. É uma decisão da equipe, tomada caso a caso, e não uma inversão de ordem por engano.

O que o patologista descreve nesse laudo é o que vai orientar todo o resto. Ele informa o tipo do tumor, o tamanho, se houve invasão de estruturas vizinhas dentro do próprio testículo, se há invasão de vasos sanguíneos e linfáticos e até que ponto do cordão espermático a doença chegou. Cada um desses itens tem peso na definição do estágio e do risco de haver doença fora do testículo. A distinção entre os grandes grupos de tumor, que muda bastante a conduta seguinte, também vem daí, e é assunto detalhado em outro guia deste site.

Vale saber que a operação resolve o problema local, mas não responde sozinha a pergunta "a doença está só aqui?". Essa resposta vem do conjunto formado pelo laudo, pelos exames de imagem do tórax, do abdome e da pelve e pelos marcadores tumorais dosados antes e repetidos depois da cirurgia. Por isso a consulta com o oncologista faz parte do plano mesmo quando a cirurgia transcorreu perfeitamente e você está se sentindo bem.

O laudo anatomopatológico costuma levar de alguns dias a cerca de duas semanas, e esse período de espera é, para muita gente, a parte mais difícil de todo o processo. Saia da cirurgia com a consulta de retorno já agendada, guarde uma cópia digital de tudo e leve suas dúvidas anotadas. A conversa em que o laudo é aberto e explicado é o momento em que o plano de tratamento é montado com você, e ela rende muito mais quando as perguntas chegam escritas.

Na Prática

Anestesia, Tempo de Cirurgia e Internação

O preparo é o de uma cirurgia de pequeno a médio porte. Costumam ser pedidos exames de sangue e uma avaliação pré-anestésica, com jejum nas horas que antecedem o procedimento conforme a orientação do serviço. Duas informações precisam ser dadas à equipe sem falta: a lista completa das suas medicações, especialmente as que "afinam o sangue", que não devem ser suspensas por conta própria, e a existência de qualquer plano de preservação da fertilidade, porque isso precisa estar combinado antes de você entrar no centro cirúrgico.

A anestesia pode ser geral ou do tipo raquianestesia e bloqueios regionais, e a escolha é do anestesiologista junto com você, considerando suas condições clínicas e a preferência da equipe. O tempo cirúrgico costuma ser curto, em geral menos de uma hora, embora a duração real dependa dos achados e de eventuais procedimentos associados. Você não sente nada durante a operação, e a bolsa permanece fechada: ao final há apenas a incisão na virilha, suturada e coberta por um curativo.

A internação é curta. Boa parte dos pacientes tem alta no mesmo dia ou após uma noite de observação, desde que a dor esteja controlada, você consiga urinar normalmente e não haja sangramento. É necessário acompanhante, e o dia da cirurgia não é dia de dirigir. Você sai com prescrição de analgésico, orientações de curativo e uma data de retorno para revisão da ferida e discussão do laudo.

Se você deseja colocar prótese testicular, esse é o momento de dizer, porque ela pode ser posicionada no mesmo ato cirúrgico ou em uma cirurgia posterior, e cada cenário tem vantagens que a equipe vai pesar com você. Não decidir agora também é uma escolha legítima: a prótese pode ser colocada meses ou anos depois, com o tratamento já concluído e a cabeça mais tranquila.

  • Exames e avaliação pré-anestésica — solicitados conforme a sua idade e as suas condições clínicas, com jejum orientado pelo serviço
  • Medicações — informe tudo o que usa, inclusive suplementos; anticoagulantes e antiagregantes exigem conduta específica e nunca devem ser suspensos por conta própria
  • Preservação da fertilidade — se houver intenção de congelar sêmen ou de buscar espermatozoides no próprio testículo retirado, isso precisa ser combinado antes da cirurgia
  • Prótese testicular — decida se quer discutir a colocação no mesmo ato ou depois; as duas opções são possíveis
  • Acompanhante e transporte — obrigatórios no dia, independentemente do tipo de anestesia
  • Documentos e exames prévios — leve ultrassom, resultados de marcadores tumorais e relatórios anteriores para a equipe cirúrgica
Avaliação Especializada

Converse com um Oncologista

Ficou com dúvidas sobre o seu caso? Uma avaliação individualizada, com seus exames em mãos, é o que permite definir os próximos passos.

Canal para agendamento de consulta. Em situação de urgência, procure um pronto-socorro.

Recuperação

Como São os Primeiros Dias e a Volta às Atividades

As primeiras 48 horas são as de maior desconforto, e a expectativa realista é de dor moderada, do tipo que responde bem a analgésico comum prescrito pela equipe. A sensação mais relatada não é a de corte, e sim de peso, tração ou repuxamento na virilha e na bolsa, que piora ao levantar da cama, tossir ou fazer força. Compressa de gelo sobre a região por períodos curtos, cueca justa ou suspensório escrotal para dar apoio e evitar esforço abdominal ajudam mais do que qualquer outra medida nesses primeiros dias.

Alguns achados assustam e são esperados. A bolsa quase sempre incha e fica arroxeada do lado operado, às vezes de forma exuberante, e essa coloração desce com a gravidade antes de desaparecer ao longo de uma a duas semanas. É comum também sentir uma área adormecida ou com sensibilidade estranha perto da cicatriz e na parte de cima da coxa, porque pequenos nervos da pele passam ali; isso costuma melhorar com o tempo. E o lado operado fica realmente vazio, o que se percebe mais ao toque do que na aparência com roupa.

A volta às atividades é progressiva e depende do tipo de trabalho e da liberação da sua equipe. Atividades leves e trabalho de escritório costumam ser retomados em cerca de uma semana. Esforço físico, levantar peso, academia, corrida e esportes de contato pedem um intervalo maior, em geral de algumas semanas, porque a musculatura da parede da virilha precisa cicatrizar. Dirigir exige estar sem medicação que cause sonolência e conseguir frear com firmeza sem sentir dor. A atividade sexual é retomada quando houver conforto e liberação, o que também leva algumas semanas.

Existem sinais que não devem ser observados em casa. Febre, vermelhidão que se espalha ao redor da ferida, saída de secreção purulenta, hematoma na bolsa que aumenta rápido, sangramento pelo curativo, dor intensa e progressiva ou impossibilidade de urinar exigem procurar o pronto-socorro, não esperar pela consulta de retorno. O mesmo vale para falta de ar, dor no peito ou dor e inchaço em uma das pernas, que pedem avaliação imediata.

  • Apoio e gelo — cueca justa ou suspensório e compressa fria por períodos curtos reduzem o inchaço e o desconforto na primeira semana
  • Curativo e banho — siga a orientação recebida na alta sobre quando molhar a ferida e como trocar o curativo
  • Sem esforço nem peso — evite levantar peso e treinar por algumas semanas, conforme liberação, para não comprometer a cicatrização da parede da virilha
  • Inchaço e roxo na bolsa — esperados e passageiros; o que preocupa é o hematoma que cresce depressa
  • Febre, secreção ou vermelhidão que se espalha — sinais de infecção; procure atendimento
  • Dor no peito, falta de ar ou dor em uma perna — procure pronto-socorro imediatamente
O Que Mais Angustia

Hormônio, Ereção e Estética: O Que Muda de Verdade

Comecemos pela pergunta que quase ninguém faz em voz alta. A ereção não depende do número de testículos. Ela depende de nervos, de vasos sanguíneos, de estímulo e de um nível adequado de testosterona, e a orquiectomia inguinal não toca nos nervos nem nas artérias responsáveis pela ereção, não mexe na próstata e não altera a via da ejaculação. Orgasmo e ejaculação costumam permanecer os mesmos. O que costuma atrapalhar o desempenho nas primeiras semanas é a dor da cirurgia, o cansaço e o susto do diagnóstico, e não a anatomia que ficou.

Sobre a produção hormonal, a regra geral é tranquilizadora: um testículo remanescente saudável costuma assumir sozinho a produção de testosterona e manter os níveis dentro da faixa normal, sem necessidade de reposição. Isso não é automático em todos os homens. Parte deles já tinha função testicular reduzida antes do diagnóstico, e outra parte pode desenvolver níveis baixos com o tempo, sobretudo depois de tratamentos adicionais. É por isso que sintomas como queda persistente da libido, cansaço fora do habitual, dificuldade de ereção que não melhora, perda de massa muscular ou alterações de humor devem ser levados à consulta, onde a dosagem de testosterona esclarece o quadro e permite tratar o que precisa ser tratado.

A questão estética merece ser tratada sem rodeios, porque incomoda mais gente do que se admite. A bolsa fica com um testículo, e a assimetria é perceptível principalmente ao toque. Para quem se incomoda, existe a prótese testicular, um implante de silicone colocado dentro da bolsa que devolve o volume e o formato. É importante entender o que ela é e o que ela não é: a prótese tem finalidade estética e de bem-estar, não produz hormônio nem espermatozoide e não interfere na função sexual. Como qualquer implante, tem riscos pequenos porém reais, como infecção, deslocamento, desconforto ou necessidade de retirada, e a cobertura por planos de saúde varia, o que vale confirmar antes.

Colocar prótese não é vaidade, e não colocar não é resignação. Há homens que decidem no primeiro dia e há quem prefira esperar e descobrir, meses depois, que a ausência não incomoda. As duas decisões são legítimas e nenhuma delas é definitiva no sentido de fechar portas, já que a colocação tardia é possível. Se a imagem corporal está pesando na sua cabeça, ou se o assunto está atrapalhando a intimidade com sua parceria, diga isso na consulta com as palavras que você tiver: é uma queixa clínica como qualquer outra e existe conduta para ela.

Fertilidade

A Conversa Sobre Filhos Precisa Acontecer Antes

A retirada de um testículo, isoladamente, costuma preservar a fertilidade, porque o testículo remanescente saudável em geral assume também a produção de espermatozoides. Ainda assim, uma parcela expressiva dos homens com tumor de testículo já chega com a produção de espermatozoides reduzida antes de qualquer tratamento — motivo a mais para não adiar a conversa. E o problema maior não é a cirurgia em si: é o que pode vir depois dela. Se o laudo indicar necessidade de quimioterapia ou radioterapia, o risco para a produção de espermatozoides muda de patamar, e nesse momento a janela para preservar já pode ter passado. Por isso a orientação é objetiva: se existe qualquer chance de você querer ter filhos algum dia, o congelamento de sêmen deve ser discutido agora, de preferência antes da própria cirurgia e obrigatoriamente antes de qualquer tratamento sistêmico.

Há um detalhe prático ligado ao dia da operação. Quando a cirurgia é urgente e não sobra tempo para uma coleta convencional, existe a possibilidade de procurar espermatozoides no próprio testículo retirado, no centro cirúrgico. A busca de espermatozoides na peça retirada precisa estar acertada com o laboratório de reprodução antes de você entrar na sala, ou seja, é assunto para levantar já na consulta que agenda a cirurgia. O guia deste site sobre congelamento de sêmen detalha como é a coleta, quantas amostras são desejáveis, as alternativas quando a coleta não funciona e como funciona o acesso no Brasil. O que este texto acrescenta é apenas o alerta de calendário: não deixe esse assunto para a consulta de resultado.

O Que Vem Depois

Estadiamento, Marcadores Seriados e a Decisão de Conduta

Com a cirurgia feita, a etapa seguinte é responder onde a doença está. Isso se faz com exames de imagem que avaliam tórax, abdome e pelve, procurando principalmente os linfonodos do retroperitônio, e com a repetição dos marcadores tumorais no sangue. O cruzamento desses resultados com o laudo do testículo retirado é o que define o estágio e o grupo de risco, e é a partir dessa definição, não antes dela, que a conduta é escolhida.

Os marcadores merecem uma explicação, porque geram muita ansiedade nesse intervalo. Depois da retirada do testículo eles tendem a cair, e cada um cai em ritmo próprio: o beta-hCG desaparece do sangue mais rápido, enquanto a alfafetoproteína leva mais tempo para normalizar. É esse comportamento ao longo de dosagens repetidas, e não um único valor isolado, que informa a equipe. Um marcador que ainda está alto poucos dias após a cirurgia pode simplesmente estar em queda normal, e um valor discretamente alterado pode ter outras causas. Resista à tentação de interpretar sozinho o resultado que chega pelo aplicativo do laboratório.

As condutas possíveis depois da cirurgia variam bastante. Em situações iniciais e selecionadas, pode bastar acompanhamento rigoroso com consultas, exames de imagem e marcadores em intervalos programados, sem tratamento adicional. Em outros cenários entram quimioterapia, radioterapia em casos específicos ou cirurgia dos linfonodos do abdome. Qual dessas rotas se aplica ao seu caso depende do tipo do tumor, dos achados do laudo, do estágio e dos seus marcadores, e quem define isso é a equipe que acompanha você, com todos os exames na mão. Os resultados do tratamento do câncer de testículo costumam ser favoráveis, inclusive em doença mais extensa, mas números que descrevem grandes grupos de pacientes não preveem um caso individual.

No Brasil, dois pontos práticos ajudam a não perder tempo nessa fase. Na rede pública existe prazo legal para o início do tratamento oncológico após o diagnóstico confirmado por laudo patológico, e vale acionar o serviço de origem e a ouvidoria do hospital se houver demora. Nos planos de saúde, autorizações de exames de estadiamento e de tratamento têm prazos regulados, e negativas podem ser contestadas. Estas são informações gerais sobre acesso e cobertura, não orientação jurídica; casos concretos devem ser levados ao serviço social do hospital, à ouvidoria ou a um advogado. Marque a consulta com o oncologista assim que sair da cirurgia, sem esperar o laudo ficar pronto para procurar vaga, e leve exames, laudo e a sua lista de perguntas.

  • Exames de imagem de estadiamento — avaliam tórax, abdome e pelve para verificar se há doença fora do testículo
  • Marcadores repetidos após a cirurgia — o ritmo de queda ao longo de dosagens seriadas é mais informativo do que um valor isolado
  • Laudo anatomopatológico completo — peça uma cópia; tipo do tumor, invasão vascular e extensão no cordão pesam na decisão
  • Consulta com oncologista já agendada — não espere o laudo sair para procurar a vaga
  • Retorno cirúrgico — revisão da ferida operatória e das orientações de retomada das atividades
  • Suas perguntas por escrito — inclua fertilidade, prótese, trabalho, esporte e o calendário do seguimento
Perguntas Frequentes

Dúvidas Comuns

Sobre o Especialista

Dr. Vinicius Carrera

Dr. Vinicius Carrera, oncologista clínico em Salvador-BA
Meu propósito de vida é ajudar o próximo. Por isso escolhi a medicina!

Dr. Vinicius Carrera

Oncologia Clínica

CRM 17.258RQE 8334

Sou médico oncologista, com foco no acompanhamento e tratamento de pacientes com tumores urológicos e câncer de pulmão. Ao longo da minha trajetória, acumulei experiência em ensino médico e desenvolvimento de projetos de pesquisa clínica e translacional.

Ao longo de mais de uma década de atuação, tive o privilégio de acompanhar avanços significativos no tratamento do câncer que melhoraram a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

Formação Acadêmica

1999–2004
Graduação em MedicinaUniversidade Federal da Bahia
2005–2007
Residência em Clínica MédicaSanta Casa de São Paulo
2007–2009
Residência em Oncologia ClínicaICESP — Universidade de São Paulo (USP)
2021–2025
Doutorado em Medicina e Ciências da SaúdePontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Onde Atendo

Hospital AliançaHospital CardiopulmonarOncologia D'Or

Conteúdo educativo. Não substitui a avaliação de um médico e não estabelece relação médico-paciente. Tratamentos, doses e indicações dependem de avaliação individual e de prescrição médica.

Dr. Vinicius Carrera
Avaliação Especializada

Agende uma Consulta com o Dr. Vinicius Carrera

Cada caso é único. Na consulta, seus exames e seu histórico são avaliados com calma para definir, junto com você, o plano mais adequado — com acolhimento e rigor científico.

Atendimento presencial em Salvador-BA e por telemedicina.

CRM 17.258 · RQE 8334 · Oncologia Clínica

Canal para agendamento de consulta. Em situação de urgência, procure um pronto-socorro.

O que esperar da consulta

  • Revisão completa dos seus exames e do seu histórico clínico
  • Explicação clara do diagnóstico e das opções disponíveis
  • Plano de investigação ou tratamento individualizado
  • Espaço para todas as suas perguntas, sem pressa